Supostos casos de Febre Maculosa deixam moradores do Ribeiro de Abreu preocupados

Uma informação que circula pelas redes sociais e grupos de trocas de mensagens como o Whatsapp, tem deixado moradores do Ribeiro de Abreu apreensivos. O texto chama a atenção para três casos já “confirmados” de contaminação por Febre Maculosa.

A informação se espalhou e deixou muita gente com medo, principalmente pela presença de uma grande população de capivaras, que vivem as margens do Ribeirão do Onça, além da morte de um estudante 5 anos, aluno de uma escola privada na Pampulha em 2018, e o registro de 25 pacientes contaminados, com 15 óbitos em todo o Estado no ano de 2017.

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A população de Capivaras cresce sem controle às margens do Ribeirão do Onça

O RIBEIRO EM FOCO consultou a Prefeitura de Belo horizonte, para verificar veracidade das às informações. A Secretaria Municipal de Saúde informou por meio de nota, que oito casos estão em investigação, com suspeita de contaminação por Febre Maculosa. Ainda de acordo com a nota, as contaminações ocorreram fora da capital, em áreas rurais de outros municípios.

A prefeitura ainda informou que Ações de panfletagem e de conscientização estão sendo realizadas em toda a cidade.

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A doença

De acordo com o Ministério da Saúde, a Febre Maculosa é uma doença infecciosa, febril aguda. E pode variar desde as formas clínicas leves e atípicas até formas graves, com elevada taxa de mortalidade.

A Febre Maculosa é adquirida pela picada do carrapato infectado com o carrapato estrela, que geralmente é encontrado em capivaras e cavalos, a transmissão geralmente ocorre quando o carrapato infectado pica o ser humano.

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Sintomas

Os sintomas da febre maculosa ocorrem entre o 2º e o 14º dia após contato com o carrapato e, são semelhantes aos de outras doenças, como a dengue ou uma gripe forte. São sintomas da doença:

  • Febre alta;
  • Dor de cabeça;
  • Dores no corpo (principalmente na perna);
  • Mal estar;
  • Náuseas e vômitos;
  • Em alguns casos podem surgir manchas avermelhadas na pele, principalmente na palma das mãos e planta dos pés.

Caso você apresente alguns desses sintomas, com ou sem manchas na pele, procure atendimento médico imediatamente. A febre maculosa tem cura, mas é fundamental que o tratamento seja iniciado logo após o surgimento dos primeiros sintomas.

Prevenção

Ambientes com vegetação e presença de animais, como cavalos, capivaras e cães, tais como beira ou orla de lagoas, parques ou reservas ecológicas e áreas de gramados, são favoráveis à infestação de carrapatos. Portanto, nestes locais, previna-se:

  • Use roupas de cor clara e calçados fechados, preferencialmente com meias brancas e de cano longo, para facilitar a visualização do carrapato;
  • Evite sentar-se e deitar-se em gramados nas atividades de lazer, como caminhadas, piqueniques, pescarias e prática de slackline;
  • Use equipamentos de proteção individual nas atividades ocupacionais (capina e limpeza);
  • Mantenha os terrenos e gramados capinados rente ao solo, facilitando a penetração dos raios solares;
  • Aplique carrapaticidas em cães e cavalos, segundo recomendação do médico veterinário.

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Confira a Nota da PBH

  1. Em relação à febre maculosa, a SMSA ressalta que se trata de uma doença de notificação compulsória, ou seja, todos os serviços de saúde – públicos, privados/saúde suplementar – são obrigados a notificar quando identificam um caso suspeito;
  2. Atualmente, oito casos estão em investigação tendo a Febre Maculosa como uma das hipóteses diagnóstica. Embora sejam todos residentes de Belo Horizonte, o local Provável de Infecção (LPI), foi fora da capital, em área rural de outros municípios;
  3. Ao longo de todo o ano, a PBH desenvolve permanentemente ações de educação, prevenção e monitoramento para evitar o contato das pessoas com o carrapato. As ações educativas são feitas por meio do Grupo de Mobilização Social, Mobiliza-SUS, da SMSA;
  4. Além disso, a SMSA realiza três vezes ao ano, ações de Vigilância Acarológica no Parque Ecológico da Pampulha, como uma das atividades para direcionar e priorizar a prevenção a Febre Maculosa Brasileira (FMB). As coletas são realizadas nos meses de abril, agosto e novembro;
  5. Este monitoramento consiste na visita do agente a locais onde são observadas situações com maior potencial de risco, como grande presença do hospedeiro silvestre e/ou cavalos. Neste trabalho os agentes recolhem carrapatos, que são enviados ao laboratório para serem identificados como sendo ou não Amblyommasculptum (conhecido como carrapato estrela). Ao ser identificado o carrapato estrela, é emitido alerta para a execução de ações de monitoramento, vigilância e trabalho educativo na região onde foi encontrado o carrapato;
  6. Além das ações de vigilância acarológica e de mobilização social, a SMSA executa ações de controle vetorial em eqüídeos (cavalos). Este controle consiste em módulos de tratamento carrapaticida em equídeos, banhando os animais a cada sete dias, no período de predominância de larvas e ninfas do carrapato. São realizados dois (02) ciclos de tratamento, o primeiro de abril a junho e o segundo ciclo de julho a setembro, com um intervalo entre eles;
  7. A PBH mantém permanente articulação com todos os órgãos envolvidos para viabilizar a ampliação das medidas preventivas, educativas e de manejo ambiental adequados.

 

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